Curiosidades
 
 
 
 
 
 
 
 

Curiosidade

Anel de Noivado

Devem ter um diamante. Devido ao facto dos diamantes serem as pedras de Vénus, a deusa do amor. Associados à beleza, o seu brilho evoca a chama da paixão. O primeiro anel de noivado com um diamante foi oferecido, em 1477, por Maximiliano da Áustria a Maria de Burgundy. Porém, já desde os egípcios, o anel oferecido pelo amado à amada usava-se no dedo anelar da mão esquerda, pois cria-se que nele existia um vaso sanguíneo com a ligação mais directa ao coração. O anel de noivado, de pedido de casamento, é um hábito que tem resistido ao passar do tempo. Ele é dado pelo rapaz à rapariga, significando um compromisso de fidelidade, de afecto e o compromisso entre duas pessoas que se amam. Só é substituído pela aliança no dia do casamento. No decorrer do tempo, já foi de vários materiais: couro entrançado, simples argolas de ouro ou de ferro. Actualmente estão na moda os cachos de diamantes, as alianças de brilhantes, os solitários, os anéis de ouro cravejados de pedras preciosas referentes ao mês do nascimento da noiva, uma pedra com significado especial para os dois ou um anel de família do noivo.

 

Aliança

O mais emblemático símbolo do casamento é também o mais antigo.  Pode ser um simples anel de ouro ou um anel mais embelezado por diamantes ou, ainda, assumir formas menos clássicas.  Independente da forma a  aliança é reconhecida no mundo inteiro como símbolo de união.
A sua forma circular evoca a eternidade do amor e o ouro amarelo
é sinal de sentimentos nobres.

Bouquet

Os antigos gregos e romanos, o bouquet de noiva era formado por uma mistura de alho e ervas ou grãos. Simbolizava que o alho afastasse espíritos maus e as ervas ou grãos garantissem uma união frutífera. Na antiga Polónia, acreditava-se que, colocando açúcar no bouquet da noiva, seu temperamento se manteria “doce”.
Não há noiva sem um ramo de flores, visto estas simbolizam a vida, o crescimento, a fertilidade, e afastam os maus espíritos. No inicio, a flor de laranjeira era a predilecta, mas com o passar do tempo, outras a substituíram. Há quem acredite que um ramo de noiva deve levar sempre mais do que uma espécie de flores e há quem prefira mais homogeneidade, como
o tradicional ramo redondo e todo branco. É o noivo quem oferece
o bouquet, o qual dependerá do gosto de ambos.

É tradição no copo de água  a noiva lançar o ramo às raparigas solteiras, substituindo a antiga liga da noiva, a peça desejada por todos. Porém, acreditando que o ramo guarda a felicidade do casal, desidratá-lo e posteriormente emoldurar. Em ambos os casos, encomendam-se dois ramos, guardando-se o original para o fim pretendido e lançando-se a réplica,
de costas para as amigas solteiras. Aquela que o agarrar, será a próxima a casar-se, assim reza a tradição.

 

Vestido da Noiva

Segundo a tradição o noivo não pode ver a noiva com o vestido antes  da cerimónia do casamento. Esta tradição recua até um tempo primitivo, em que ninguém podia ver a noiva antes de ela integrar o grupo das mulheres casadas. Muitas noivas, em diferentes culturas, ainda escondem a face por detrás de um véu, o qual simboliza a virgindade, a modéstia, a inocência e a virtude. Só depois da cerimónia é que é permitido ao noivo erguer o véu e conhecer o rosto da sua mulher. Entre nós, o véu
– uma referência à deusa Vesta que, na mitologia greco-romana, era a protectora do lar – deve ser branco, transparente e, em vez de tapar o rosto, ser preso ao cabelo com uma tiara ou uma grinalda de flores.

O vestido da noiva por tradição é branco, que tem como significado a pureza e castidade. Mas actualmente as noivas já se vestem de outras cores, entre elas o vermelho (simbolizava o sangue novo e a energia necessária para perpetuar a família; ainda hoje, as noivas chinesas vestem-se desta cor porque, na China antiga, o vermelho significava o amor e a alegria), o verde ou o preto (por exemplo, a noiva tradicional do Minho). Apenas no século XIX, a realeza europeia adoptou o vestido branco em definitivo. A moda terá sido iniciada com o casamento, em 1840, da rainha Vitória de Inglaterra com o seu primo, o príncipe Alberto.

Foi também a rainha Vitória que deu início à tradição romântica do casamento por amor. Outra tradição é a noiva usar uma coisa velha, uma coisa nova, uma coisa emprestada e uma coisa azul. Significa que o velho simboliza o passado e a continuidade; o novo significa optimismo, a esperança e a vida futura; o emprestado significa a felicidade que deverá ser partilhada por um casal já casado“ e o azul simboliza fidelidade, amor eterno e pureza.

 

Arroz

Um dos ritos mais antigos, é símbolo de vida, fertilidade e abundância. Devido a esse facto os convidados atiram mãos cheias de arroz aos recém-casados, para desejar que tenham muitos filhos. Lançar o arroz é um hábito moderno importado da Ásia, mas há quem prefira lançar pétalas. O desejo é sinónimo, felicidade e prosperidade aos noivos.       

 

Copo de Água

Geralmente os casamentos têm sempre uma festa, ritual de júbilo que aparece em todas as culturas e é tão antiquado como o próprio casamento.
O banquete, que é financiado pelos pais dos noivos, simboliza a união das famílias. Actualmente realiza-se num dia com um segundo dedicado somente ao jantar, só os casamentos ciganos, que ainda se celebram por vários dias mantém a formato original, todas as festas de casamento têm abundantes quantidades de comida e bebida.
O pai da noiva tem a opção de discursar antes do brinde aos noivos. Porém, o brinde com champanhe é fundamental e, nessa altura, anuncia-se o corte do bolo de noiva.

 

Bolo da Noiva

A tradição do bolo nupcial iniciou-se na Roma Antiga. Depois da cerimónia, esmigalhava-se um bolo de frutas, cereais, amêndoas e mel sobre a cabeça da noiva, simbolizando a fertilidade que se esperava e para dar boa sorte. Os convidados consideravam que as migalhas que se espalhavam davam sorte a quem as recolhesse e comesse, e também asseguravam a felicidade da noiva.
Com o passar do tempo chegou à Inglaterra na Idade Média, onde os convidas traziam para a cerimónia pequenas tortas e as empilhavam no centro de uma mesa. Depois os noivos beijavam-nas e distribuíam-nas. Os bolos de hoje mantêm o formato de várias camadas deste antigo ritual inglês, ao qual se acrescentaria a cobertura glacée. Ao que consta, foi um pasteleiro francês que teve a ideia de colocar os pedaços em calda de açúcar e fazer um grande bolo numa peça só. Dizia-se que, quando uma mulher solteira dormia sobre com um pedaço do bolo da noiva debaixo da almofada sonharia com o futuro marido.

 
Os recém-casados cortam o bolo com o significado de que partilham a sua vida com a comunidade. As antigas tradições, a parte inferior do bolo representaria os noivos como família e a parte superior significaria o casal. Cada nível que viria acima desses dois representava os filhos que o casal tinha esperança de ter. Hoje, o bolo clássico, branco, de três andares, ainda simboliza o compromisso, o casamento e a eternidade.

Por norma os noivos congelam algumas fatias do bolo para serem comidas no primeiro aniversário de casamento ou no baptizado do primeiro filho do casal. A tradição também sugere aos recém-casados cortar a primeira fatia do bolo juntos e ser a noiva a comê-la, de forma a segurar a fertilidade. Todos os convidados devem provar o bolo, a fim de também terem sorte.

 

Lua de Mel

Lua-de-mel iniciou-se na antiguidade, os amigos e parentes desenhavam uma lua com mel na porta da casa dos noivos, com intenção de lhes dar sorte. Mas, há quem defenda que, entre os povos primitivos, os casamentos só aconteciam na fase da lua cheia e que, a seguir ao casamento e durante 30 dias, os noivos bebiam uma poção preparada à base de mel. Actualmente, os 15 dias após o casamento sejam de férias, num local romântico.

 
Guia do Casamento 2007